sexta-feira, 10 de julho de 2009

Entrevista

Terapia gênica

Há algum tempo, entrevistei o farmacêutico, Célio Lopes Silva, para a revista Biotecnologia, Ciência & Desenvolvimento. O assunto principal da entrevista foi terapia gênica e o trabalho dele no desenvolvimento de uma vacina inovadora para a tuberculose. Silva professor titular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP). Silva, 47 anos, é farmacêutico, graduado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em 1976. Fez mestrado e doutorado na área de Bioquímica no Instituto de Química da USP, livre-docência em microbiologia médica na FMRP-USP e pós-doutoramento em imunologia e biologia molecular no National Institute for Medical Research, na Inglaterra, entre 1989 e 1990. Entre outros cargos que exerceu, foi chefe do Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia da FMRP-USP, entre 1994 e1998. Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Motosserra

Minha preocupação com as questões ambientiais, principalmente com a Amazônia, vem de longe, como atesta esta matéria publicada em O Estado de S. Paulo, em agosto de 2004.
Desmatamento destrói também
conhecimento tradicional
Evanildo da Silveira
Foto: Ana Catarina
O avanço das motosserras floresta adentro na Amazônia não só derruba árvores. Com as plantas, se perde o conhecimento sobre elas, principalmente as que têm propriedades medicinais. A constatação é de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que compararam dois estudos, um feito em 1984 e outro em 2001, sobre o uso de plantas medicinais, em especial as usadas contra a malária, pela população do sul do Pará. Leia mais...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Os novos Galileus, em busca da verdade

Quatro séculos depois do primeiro telescópio,
os homens continuam fascinados pelas estrelas

EVANILDO DA SILVEIRA

Foto: Augusto Damineli
Desde 30 de novembro de 1609 a humanidade nunca mais olhou o céu como antes. Nas primeiras horas da noite daquela segunda-feira sem nuvens em Pádua, na Itália, os astros ficaram mais próximos da Terra. Nessa data, Galileu Galilei (1564-1642) fez sua primeira observação astronômica a olho armado documentada. Usando um pequeno telescópio, feito por ele mesmo, ele observou a Lua crescente. Hoje, depois de o homem ter pisado no solo lunar, parece pouco. Mas foi uma verdadeira revolução científica. No mesmo ano, o alemão Johannes Kepler (1571-1630) publicou seu livro Astronomia Nova, no qual formulava as leis dos movimentos planetários, demonstrando que, ao contrário do que se acreditava, as órbitas dos planetas em torno do Sol são elípticas e não circulares. Para marcar os 400 anos desses feitos científicos, a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou 2009 o Ano Internacional da Astronomia (IYA, na sigla do nome em inglês). Leia mais, na revista Problemas Brasileiros, onde a matéria foi publicada originalmente. Na foto acima, o telescópio Soar, no Chile, do qual o Brasil é sócio majoritário. Leia mais...
Antes de Colombo

Chegada do homem ao território americano
é alvo de pesquisas e polêmica

EVANILDO DA SILVEIRA
Foto: Evanildo da Silveira
Ao desembarcar na praia de uma ilha do Caribe, numa manhã ensolarada de uma sexta-feira, dia 12 de outubro de 1492, Cristóvão Colombo foi recebido por um povo amistoso, os tainos, que ele estava convencido serem indianos. O navegador genovês a serviço da Espanha não sabia, mas sua chegada marcou, na verdade, o reencontro de duas linhagens evolutivas do Homo sapiens, que estavam separadas havia pelo menos 50 mil anos, a sua própria, europeia, e a dos americanos de então, mongoloides, aparentados com os povos asiáticos. Desde então, persiste o mistério: como as populações encontradas por Colombo chegaram a este novo mundo descoberto por ele, mais tarde batizado de América? Dois trabalhos recentes de pesquisadores brasileiros (um livro e um artigo científico) são uma tentativa de responder, pelo menos em parte, a essa questão.
As duas respostas não convergem, no entanto. Na verdade, elas aumentam a controvérsia que cerca o assunto há muito tempo. No livro O Povo de Luzia – Em Busca dos Primeiros Americanos, seus autores, o bioantropólogo Walter Alves Neves e o geógrafo Luís Beethoven Piló, ambos da Universidade de São Paulo (USP), apresentam sua teoria para a chegada do homem à América. Eles a chamam de Dois Componentes Biológicos Principais, porque, segundo essa tese, houve duas levas migratórias iniciais, a primeira há 14 mil anos e a segunda há 11 mil, vindas da Ásia pelo estreito de Bering. A mais remota seria composta por uma população com traços que lembram os dos africanos e aborígines australianos. "A segunda era de mongoloides, semelhantes aos asiáticos e índios americanos atuais", explica Neves.
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terça-feira, 28 de abril de 2009

Peste branca

Apesar dos avanços da medicina e da indústria farmacêutica, muitas doenças que já poderiam ter sido erradicadas do planeta ainda resistem, matando milhões de pessoas. Entre elas, merece destaque a tuberculose, conhecida há seis mil anos e curável pelo menos há 60. Mesmo assim, mata 1,7 milhão de pessoas a cada ano no mundo, das quais cinco mil no Brasil. Essas e outras informações estão numa matéria que fiz para a Revista Problemas Brasileiros, bem como um pouco da história dessa doença e os avanços no seu tratamento.

Tuberculose: um bacilo invencível?

A cura existe há mais de 60 anos, mas a "peste branca" resiste às tentativas de controle

EVANILDO DA SILVEIRA

Com registros de existência que datam de cerca de 6 mil anos e cura conhecida há mais de 60, a tuberculose continua a ser, até hoje, um grave problema de saúde pública em muitos países e a doença infecciosa que mais mata no planeta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço da humanidade está contaminado e, desses 2 bilhões de pessoas, a cada ano 9 milhões desenvolverão a doença e 1,7 milhão morrerão – em outras palavras, um indivíduo a cada 18,5 segundos. No Brasil, apesar de os números virem caindo discretamente, estima-se que haja 60 milhões de contaminados, com 110 mil novos casos e 5 mil mortes por ano. Diante desse quadro, autoridades de saúde do mundo todo, lideradas pela OMS, vêm lutando para controlar e debelar o avanço da enfermidade. Leia mais...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Boa notícia

Boa notícia para quem gosta de ciência e quer vê-la bem divulgada para que mais gente passe a gostar dela. Surgiu há pouco um portal, que abriga vários blogs científicos. Veja abaixo matéria interessante sobre o assunto que foi publicado no site Ciência Hoje Online.

Unidos, venceremos!
Reportagem destaca expansão sem precedentes dos blogs sobre ciência do Brasil

A blogosfera científica brasileira acaba de ganhar um impulso que tem tudo para aumentar sua visibilidade e credibilidade. Foi criado no fim de março o portal
ScienceBlogs Brasil (SBB), versão nacional do maior condomínio de blogs de ciência do mundo. A iniciativa confirma o potencial dos blogs brasileiros sobre ciência, que ainda enfrentam obstáculos, mas vivem um momento de expansão sem precedentes.
A filial brasileira do Science Blogs foi criada a partir de uma iniciativa similar existente anteriormente – o Lablogatórios, criado pelos biólogos Carlos Hotta e Átila Iamarino, agora responsáveis por gerenciar a comunidade de blogueiros do SBB. Apesar de sua vida curta – o portal foi lançado em 2008 –,o Lablogatórios chegou a reunir cerca de 20 páginas e aumentou bastante o número de visitantes de cada uma. Leia mais...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Entrevista

O Brasil não sabe o que fazer da Amazônia

Biólogo Charles Clement, do Inpa
O biólogo norte-americano Charles Clement, Pesquisador do Departamento de Ciências Agronômicas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), há 28 anos no país, não tem dúvida: o Brasil são sabe o que fazer da Amazônia. “Os discursos são desencontrados”, diz. “Existem muitos discursos sobre desenvolvimento sustentável por parte de dirigentes em todos os níveis hierárquicos dos governos federal e estaduais, mas estes dirigentes raramente chegam a definir o que é este tal de desenvolvimento sustentável nas suas visões.” Para superar isso, ele diz que o primeiro passo é definir que modelo de desenvolvimento é o mais apropriado para a região. Na entrevista abaixo, exclusiva ao blog, ele esclarece e amplia essas idéias.
O Brasil sabe o que quer com a Amazônia, o que quer da Amazônia?
Estas são duas perguntas distintas, mas curiosamente relacionadas. A primeira é o que o Brasil quer com a Amazônia? Como mostramos no artigo, publicado na revista T&C Amazônia, acreditamos que o Brasil não sabe o que quer com a Amazônia. Os discursos são desencontrados. Existem muitos discursos sobre desenvolvimento sustentável por parte de dirigentes em todos os níveis hierárquicos dos governos federal e estaduais, mas estes dirigentes raramente chegam a definir o que é este tal de desenvolvimento sustentável nas suas visões. Ao mesmo tempo, existem muitos investimentos em desenvolvimento convencional, alguns com lindos discursos sobre desenvolvimento sustentável. O desencontro gera avanços na mesma direção de sempre: desmatamento, destruição de recursos naturais, índices de desenvolvimento humano que são uma vergonha. A segunda pergunta, é o que o Brasil quer da Amazônia? Esta é fácil de responder: recursos naturais. A implicação é que a Amazônia é tratada como colônia – igualzinho como na época dos Portugueses. Leia mais...