domingo, 12 de julho de 2009

Mais uma matéria minha para a Revista Problemas Brasileiros.
Pesquisa séria até debaixo d’água
Novas tecnologias favorecem descobertas arqueológicas subaquáticas
EVANILDO DA SILVEIRA
Documentos escritos não são os únicos registros com os quais se pode contar a história da humanidade sobre a Terra. Os resquícios materiais da atividade humana deixados por todos os povos que já viveram em diferentes cantos do planeta também são testemunhos de civilizações passadas. São esses os objetos de pesquisa da arqueologia. Nem sempre, no entanto, eles são encontrados em terra firme. Muitos podem estar, por diversos motivos, submersos nos oceanos, lagos e rios. Para estudá-los é necessário ir até o fundo das águas. Não é trabalho para amadores. É preciso saber mergulhar e ser arqueólogo ao mesmo tempo – requisitos preenchidos por profissionais de uma carreira recente, a arqueologia subaquática. Leia mais...
Neste post, minha mais recente matéria para a revista Pesquisa Fapesp.
Marcador colorido
Materiais luminescentes garantem autenticidade a cédulas e documentos

Terras rarasCédulas de dinheiro cobertas por películas de polímero extremamente finas e translúcidas podem se tornar uma solução avançada para garantir a autenticidade da moeda de um país. Ao ser iluminada com luz ultravioleta, por exemplo, a nota emite como resposta uma luz vermelha comprovando a veracidade do papel-moeda. Esse recurso tecnológico que pode ser estendido para outros produtos passíveis de falsificação, como passaportes, carteiras de identidade e de habilitação, além de documentos oficiais, está em processo de patenteamento pela Agência USP de Inovação, que administra as patentes Universidade de São Paulo. O grupo de inventores tem à frente o químico Hermi Felinto de Brito, professor do Instituto de Química da USP, que desde a década de 1980 trabalha com os elementos químicos chamados de terras-raras, matéria--prima que faz parte dessas películas poliméricas. Leia mais...

sábado, 11 de julho de 2009

Língua Portuguesa

A matéria abaixo foi publicada no Jornal da Unesp, por ocasião da votação do projeto de lei de autoria do deputado federal Aldo Rabelo (PCdoB), que proibia palavras estrangeiras no Brasil.
Do you habla portoghese?
Evanildo da Silveira

Torre de Babel
Em tempos difíceis, como estes em que vivemos, com dinheiro escasso, o que todo mundo procura, quando vai a shoppings centers, são produtos em sale, onde se podem encontrar preços 50% off. Se a loja tiver serviços delivery, melhor ainda: será simplesmente the best. Pode-se esperar tranqüilamente, em casa, pela chegada de um motoboy ou de uma van com as compras. Há ainda os acomodados que, para evitar o estresse (do inglês stress) causado pelo corre-corre nas lojas, preferem fazer as compras on line, pela internet. O pagamento pode ser feito com cartão ou dinheiro, sacado nas máquinas do personal banking do, acredite, Banco do Brasil. Leia mais...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Entrevista

Terapia gênica

Há algum tempo, entrevistei o farmacêutico, Célio Lopes Silva, para a revista Biotecnologia, Ciência & Desenvolvimento. O assunto principal da entrevista foi terapia gênica e o trabalho dele no desenvolvimento de uma vacina inovadora para a tuberculose. Silva professor titular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP). Silva, 47 anos, é farmacêutico, graduado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em 1976. Fez mestrado e doutorado na área de Bioquímica no Instituto de Química da USP, livre-docência em microbiologia médica na FMRP-USP e pós-doutoramento em imunologia e biologia molecular no National Institute for Medical Research, na Inglaterra, entre 1989 e 1990. Entre outros cargos que exerceu, foi chefe do Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia da FMRP-USP, entre 1994 e1998. Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Motosserra

Minha preocupação com as questões ambientiais, principalmente com a Amazônia, vem de longe, como atesta esta matéria publicada em O Estado de S. Paulo, em agosto de 2004.
Desmatamento destrói também
conhecimento tradicional
Evanildo da Silveira
Foto: Ana Catarina
O avanço das motosserras floresta adentro na Amazônia não só derruba árvores. Com as plantas, se perde o conhecimento sobre elas, principalmente as que têm propriedades medicinais. A constatação é de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que compararam dois estudos, um feito em 1984 e outro em 2001, sobre o uso de plantas medicinais, em especial as usadas contra a malária, pela população do sul do Pará. Leia mais...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Os novos Galileus, em busca da verdade

Quatro séculos depois do primeiro telescópio,
os homens continuam fascinados pelas estrelas

EVANILDO DA SILVEIRA

Foto: Augusto Damineli
Desde 30 de novembro de 1609 a humanidade nunca mais olhou o céu como antes. Nas primeiras horas da noite daquela segunda-feira sem nuvens em Pádua, na Itália, os astros ficaram mais próximos da Terra. Nessa data, Galileu Galilei (1564-1642) fez sua primeira observação astronômica a olho armado documentada. Usando um pequeno telescópio, feito por ele mesmo, ele observou a Lua crescente. Hoje, depois de o homem ter pisado no solo lunar, parece pouco. Mas foi uma verdadeira revolução científica. No mesmo ano, o alemão Johannes Kepler (1571-1630) publicou seu livro Astronomia Nova, no qual formulava as leis dos movimentos planetários, demonstrando que, ao contrário do que se acreditava, as órbitas dos planetas em torno do Sol são elípticas e não circulares. Para marcar os 400 anos desses feitos científicos, a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou 2009 o Ano Internacional da Astronomia (IYA, na sigla do nome em inglês). Leia mais, na revista Problemas Brasileiros, onde a matéria foi publicada originalmente. Na foto acima, o telescópio Soar, no Chile, do qual o Brasil é sócio majoritário. Leia mais...
Antes de Colombo

Chegada do homem ao território americano
é alvo de pesquisas e polêmica

EVANILDO DA SILVEIRA
Foto: Evanildo da Silveira
Ao desembarcar na praia de uma ilha do Caribe, numa manhã ensolarada de uma sexta-feira, dia 12 de outubro de 1492, Cristóvão Colombo foi recebido por um povo amistoso, os tainos, que ele estava convencido serem indianos. O navegador genovês a serviço da Espanha não sabia, mas sua chegada marcou, na verdade, o reencontro de duas linhagens evolutivas do Homo sapiens, que estavam separadas havia pelo menos 50 mil anos, a sua própria, europeia, e a dos americanos de então, mongoloides, aparentados com os povos asiáticos. Desde então, persiste o mistério: como as populações encontradas por Colombo chegaram a este novo mundo descoberto por ele, mais tarde batizado de América? Dois trabalhos recentes de pesquisadores brasileiros (um livro e um artigo científico) são uma tentativa de responder, pelo menos em parte, a essa questão.
As duas respostas não convergem, no entanto. Na verdade, elas aumentam a controvérsia que cerca o assunto há muito tempo. No livro O Povo de Luzia – Em Busca dos Primeiros Americanos, seus autores, o bioantropólogo Walter Alves Neves e o geógrafo Luís Beethoven Piló, ambos da Universidade de São Paulo (USP), apresentam sua teoria para a chegada do homem à América. Eles a chamam de Dois Componentes Biológicos Principais, porque, segundo essa tese, houve duas levas migratórias iniciais, a primeira há 14 mil anos e a segunda há 11 mil, vindas da Ásia pelo estreito de Bering. A mais remota seria composta por uma população com traços que lembram os dos africanos e aborígines australianos. "A segunda era de mongoloides, semelhantes aos asiáticos e índios americanos atuais", explica Neves.
Leia mais...