quinta-feira, 1 de abril de 2010

Matéria minha publicada na edição de março de 2010, da revista Planeta.
Litoral Brasileiro
Uma linha em perene mutação
Evanildo da Silveira

O litoral brasileiro tal como se conhece hoje surgiu há 7 mil anos, depois da última glaciação. A linha costeira do País, que se estende por 8,5 mil quilômetros, não é assim tão imutável como costuma aparecer nos mapas. Ela sofre pequenas alterações ao longo do tempo. Em alguns pontos, avança continente adentro, abrindo caminho para a invasão do mar. É a erosão. Em outros, empurra o oceano, alargando as praias. É a progradação. É um vaivém eterno, que pode ter como origem causas naturais ou ação do homem, que, com suas cidades e construções, ocupa área vulneráveis. Essa situação tende a se agravar com o aquecimento global, que não só fará o nível do mar subir, alagando áreas baixas da costa, como alterará o fluxo e o sentido de correntes marinhas e intensificará e aumentará a frequência de fenômenos como tempestades e furacões. Leia mais...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Especial Crodowaldo Pavan

Mais uma matéria minha do encarte especial da revista Pesquisa Fapesp sobre o geneticista Crodowaldo Pavan.
Um ambiente favorável à genética
Crodowaldo Pavan contribuiu de modo marcante
para o avanço da ciência no Brasil
Evanildo da Silveira
Edição Impressa 168 - Fevereiro 2010
© Acervo Hans Burla/Comissão Memória IB-USP

Pavan ao volante do Ford Mercury com Brito da Cunha ao lado e Sophie Dobzhansky (atrás) durante trabalho de campo no litoral

Em 2009 o Brasil perdeu um de seus mais destacados cientistas. Vítima de falência múltipla de órgãos e sistemas, causada por um câncer e um infarto anteriores, o biólogo e geneticista Crodowaldo Pavan morreu no dia 3 abril, aos 89 anos, no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), na qual fez a maior parte de sua bem-sucedida carreira. Nascido em Campinas, graduado em história natural pela USP em 1941, Pavan foi um dos fundadores da genética no Brasil. Ao longo de uma trajetória científica de mais de meio século, realizou descobertas importantes, que resultaram em trabalhos publicados com repercussão internacional, além de ter formado dezenas de pesquisadores no Brasil e nos Estados Unidos e dirigido algumas das instituições científicas mais prestigiadas do país. Leia mais...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Especial Crodowaldo Pavan

Mais uma matéria minha do encarte especial da revista Pesquisa Fapesp sobre o geneticista Crodowaldo Pavan.
A institucionalização da pesquisa
Dreyfus, Dobzhansky e Pavan foram importantes
para o desenvolvimento da genética
Evanildo da Silveira
Edição Impressa 168 -
Fevereiro 2010
© Acervo Comissão Memória IB-USP
O biólogo Luiz Edmundo Magalhães costuma dizer que seu orientador teve três anjos da guarda ao longo da carreira: André Dreyfus (na foto, de óculos escuros), Harry Miller Jr. e Theodosius Dobzhansky. Parafraseando Magalhães, pode-se dizer que a genética animal no Brasil teve quatro, se não anjos da guarda pelo menos grandes impulsionadores: os três citados por ele mais o próprio Pavan. Eles não foram os primeiros a realizar pesquisa na área no país, mas seguramente estão entre os que mais contribuíram para desenvolvê-la e, mais do que isso, para institucionalizá-la. De uma forma ou de outra, os quatro estiveram envolvidos na criação de cursos, cátedras, linhas de pesquisa e associações que congregam os geneticistas do país, como a Sociedade Brasileira de Genética (SBG), por exemplo. Leia mais...

terça-feira, 9 de março de 2010

Especial Crodowaldo Pavan

Matéria minha publicada num encarte especial da revista Pesquisa Fapesp, em homeangem ao geneticista Crodowaldo Pavan, morto em 2009.
A queda de um dogma
Pavan demonstrou que o número de genes
não é constante nas células
Evanildo da Silveira
Edição Impressa 168 - Fevereiro 2010
© Eduardo César
Como costuma ocorrer com muitas descobertas científicas, a mais importante realizada por Crodowaldo Pavan foi por acaso. Em uma de suas excursões para coletas de drosófilas (a mosca-de-frutas, organismo modelo para pesquisa em genética), no fim dos anos 1940, numa plantação de bananas em Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, Pavan deu um chute numa bananeira caída e, embaixo dela, descobriu um bolo do que supôs ser vermes. O hábito e o instinto de cientista o fizeram levá-los para o laboratório. Descobriu que, na verdade, eram larvas de uma mosca do gênero Rhynchosciara, que mais tarde lhe permitiria descobrir o fenômeno da amplificação gênica, que derrubou um dogma da biologia, a constância do DNA. Leia mais...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Negócios sustentáveis - Gestão

Matéria minha para o jornal Valor Econômico:
Empresas apostam em
tecnologias menos poluentes

Indústrias no Brasil investem em alternativas
verdes como os programas de reflorestamento
Evanildo da Silveira
Para o Valor, de São Paulo

Nelson Pereira dos Reis
Plásticos biodegradáveis feitos a partir de material renovável, fluido para ar condicionado de veículos que não agride a atmosfera, aditivo para combustíveis que contribui para a redução das emissões de gases efeito estufa, motores automotivos menores, mas com maior eficiência e desempenho e um carro movido a energia elétrica, feito com componentes renováveis, como o sisal e o óleo de soja reciclado. Essas são algumas das tecnologias verdes que já estão no mercado ou sendo desenvolvidas por empresas brasileiras. Isso demonstra a preocupação das empresas com as mudanças climáticas.
Para Nelson Pereira dos Reis, diretor do departamento de meio ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o setor produtivo do país se destaca no cenário mundial nessa questão. “Podemos dizer com segurança que nossas indústrias estão em um patamar bastante destacado em comparação a outros países, inclusive com os desenvolvidos”, diz. “Em termos gerais, 98% das empresas possuem treinamento ambiental de seus empregados, 42% utilizam fontes renováveis de energia e 56% têm programas de reflorestamento.”
Leia mais...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Engenharia Naval

Matéria minha publicada na mais recente edição da revista Pesquisa Fapesp.
Ensaio marinho
Laboratório amplia o estudo de projetos de
embarcações para exploração de petróleo
Evanildo da Silveira
Edição Impressa 168 - Fevereiro 2010
© eduardo cesar
Ao longo da costa brasileira, no fundo do oceano, repousam grandes depósitos de gás e petróleo, principalmente na Região Sudeste do país onde tudo indica que foram encontradas grandes reservas na camada pré-sal. Retirá-los de lá requer estruturas flutuantes – plataformas e navios – e sistemas submarinos com tecnologia de última geração e muito caros. Para saber se vão funcionar a contento e se o dinheiro investido não será perdido, esses equipamentos antes de serem construí-dos e lançados ao mar precisam passar por testes de validação em tanques virtuais formados por computadores e em tanques de provas físicos semelhantes a piscinas, duas formas de experimento que estão reunidas desde dezembro na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Batizado de Tanque de Provas Numérico (TPN), o laboratório vir-tual da Poli existe desde 2002 por meio de uma parceria com a Petrobras. Em 2006, o TPN se tornou um dos quatro nós da Rede Temática de Computação Científica e Visualização, conhecida como Rede Galileu – os outros três estão nas universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Alagoas (UFAL) e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Fazem parte ainda da Galileu outras 10 universidades e instituições de pesquisa. Leia mais...

sábado, 30 de janeiro de 2010

Nanotecnologia

Matéria minha, publicada na revista Planeta.
A revolução das máquinas anãs
A produção de objetos na escala de átomos e moléculas surgiu há poucas décadas e seu desenvolvimento tem despertado enorme interesse em áreas como a medicina. A participação brasileira nesse segmento ainda é modesta, mas já oferece perspectivas animadoras
Por Evanildo da Silveira
Há uma revolução tecnológica à vista. Dois mil e quinhentos anos depois de os gregos terem levantado a hipótese de que todas as coisas são feitas de partículas fundamentais, indivisíveis – os átomos –, o homem começa agora a fazer “coisas” com elas. É a nanotecnologia, que muita gente pensa que se trata de ficção ou de algo para um futuro distante. É engano. A humanidade já desfruta de seus resultados. Vidros e cerâmicas autolimpantes, tecidos que não mancham, remédios que circulam pela corrente sanguínea até chegar ao órgão doente, língua eletrônica mais sensível que a humana na distinção de sabores e embalagens comestíveis para alimentos. Essas são apenas algumas das novidades que já existem ou estão prestes a chegar ao mercado, frutos do desenvolvimento dessa nova área de pesquisa. Leia mais...