sábado, 4 de dezembro de 2010

Matéria minha publicacada na edição de novembro Revista da Indústria, da Fiesp:
Pequenos gigantes
Congresso da micro e pequena indústria
promoveu debates sobre temas estratégicos e ofereceu
Sala de Crédito e de Capacitação para empresariado

A revisão do limite do faturamento das empresas para a inclusão no Simples Nacional, a necessidade de uma reforma tributária e as dificuldades impostas às micro e pequenas indústrias (MPI) pela substituição tributária – mecanismo adotado por alguns estados, entre os quais São Paulo, que transfere o recolhimento do ICMS para o início da cadeia produtiva, ou seja, para o fabricante – foram alguns dos principais temas discutidos durante o 5º Congresso da Micro e Pequena Indústria, organizado pelo Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp e realizado no dia 14 de outubro, no Hotel Renaissance, em São Paulo. Leia mais...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Matéria minha publicada na edição nº 402, nov/dez 2010, da revista Problemas Brasileiros.
De olho no mar
País amplia investimentos em estudos sobre o oceano,
mas ainda há muito a conhecer e explorar
EVANILDO DA SILVEIRA
Arte PB
Não há como negar a importância do mar ao longo da história do Brasil. Foi por ele que chegaram seus descobridores e, mais tarde, os invasores, franceses e holandeses. Hoje, é a via de acesso de 95% de seu comércio exterior e o lugar de onde provêm 85% do petróleo que move a economia do país – 1,9 milhão de barris por dia, volume que deve aumentar com a produção da camada pré-sal. Não é de estranhar, portanto, que essa porção do território nacional venha recebendo cada vez mais atenção, tanto do governo como das instituições de pesquisa e de órgãos militares. Na verdade, nunca foram investidos tantos recursos em estudos oceanográficos – insuficientes ainda, vale ressaltar, uma vez que o Brasil pouco conhece e explora suas águas territoriais e as riquezas potenciais que elas comportam.
A 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), um dos maiores eventos científicos do país, realizada em julho de 2010 em Natal, teve como tema central “Ciências do Mar: Herança para o Futuro”. De 25 a 30 daquele mês, dezenas de pesquisadores de instituições de todo o Brasil e agentes governamentais, entre eles representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Meio Ambiente (MMA), além de militares da Marinha, apresentaram e discutiram os mais diversos aspectos relacionados ao mar.
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sábado, 16 de outubro de 2010

Matéria minha para o jornal Valor Econômico.
Histórias de sucesso no ramo da biotecnologia em geral
têm um ponto comum: começam na universidade.
Mobilização tecnológica
Por Evanildo da Silveira - Para o Valor, de São Paulo
30/09/2010

A biotecnologia no Brasil vive hoje um momento parecido com aquele que a Tecnologia da Informação (TI) experimentou há pouco mais de dez anos, quando começou um ciclo de grande desenvolvimento. Na visão de Eduardo Giacomazzi, da BrBiotec - uma rede de entidades, organizações e empresas, com foco na geração de negócios e internacionalização do setor - desde que este foi incluído pelo governo, em 2007, como uma das prioridades da política industrial, vem sendo impulsionado por ações de órgãos públicos, fundações e institutos de pesquisa, além da iniciativa privada. “Há um esforço crescente para utilizar técnicas voltadas à criação, manipulação e uso de organismos vivos, de modo a contribuir de forma efetiva na política de desenvolvimento do Brasil”, diz.
Cresce o número das micro e pequenas empresas brasileiras ativas no ramo e, entre elas, há vários pontos em comum na sua trajetória. Muitas surgiram a partir de descobertas científicas de pesquisadores em universidades ou outras instituições e da percepção deles de que a novidade poderia transformar-se num produto. Como o ambiente acadêmico não é local adequado para o empreendedorismo e a inovação tecnológica, esses cientistas resolveram virar empresários e criar suas próprias companhias. Elas começam pequenas, a maioria em incubadoras, e muitas sobrevivem e prosperam. Leia mais aqui, lá e acolá.

sábado, 2 de outubro de 2010

Matéria minha publicada na edição de 26 de maio de 2010, do jornal Valor Econômico. Só agora tive acesso à versão eletrônica do texto.

País precisa de mais fontes renováveis
Evanildo da Silveira, para o Valor, de São Paulo

Apesar da posição confortável de líder mundial no aproveitamento de biomassa para a geração de energia, o Brasil não está alheio ao desafio mundial de desenvolver novas fontes de energia sustentáveis para substituir os combustíveis fósseis. Órgãos governamentais, instituições de pesquisa e empresas públicas e privadas desenvolvem atualmente uma série de projetos, parte deles para melhorar o desempenho e o aproveitamento da cana-de-açúcar e parte para encontrar alternativas a essa planta.
Segundos o Balanço Energético Nacional de 2008, do Ministério das Minas e Energia, o mais recente disponível, do total da energia primária produzida no país, 51,6% provém de fontes não renováveis, com destaque para petróleo (38,7%) e gás natural (9,0%). Das fontes renováveis (48,4%), a principal contribuição é da cana com 19%, seguida das hidrelétricas (13,4%) e da lenha (12,4%).
Leia o texto principal aqui e as matérias complementares aqui e aqui. Se não conseguir abrir clique aqui, aqui e aqui.

sábado, 4 de setembro de 2010

Matéria minha publicada na edição 454, da revista Planeta.

A revolução das Células-Tronco
Apresentadas na virada do século como a panaceia para todos os males, as células-tronco têm merecido atenção multiplicada em centros de pesquisa ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Embora ainda mantenha a cautela sobre seu potencial, a maioria dos cientistas acredita que em até dez anos elas já serão uma alternativa terapêutica
Por Evanildo da Silveira
“A expectativa hoje é tão grande que, se você diz que vai tratar um paciente com células-tronco, é capaz de ele se curar sozinho.” Embora dita em tom de brincadeira, a frase da bióloga e geneticista Nance Nardi, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma das maiores especialistas do Brasil em células-tronco (CTs), dá bem a medida da fama e das esperanças em torno dessa nova possibilidade terapêutica. Mas é preciso cautela. Para usar um velho clichê: devagar com o andor. O santo não é de barro, é verdade, mas ainda vai demorar a fazer milagres.
Até 1999, quando as CTs foram eleitas pela revista Science o avanço científico do ano, pouca gente sabia do que se tratava. Hoje, elas estão nas páginas dos jornais e, por causa de sua capacidade de se transformar em qualquer tecido do corpo humano, trazem esperanças de recuperação para vários males. Alguns cientistas chegam a dizer que sua descoberta é tão revolucionária quanto a da penicilina. Em sua maioria, no entanto, os pesquisadores são mais cautelosos. Embora reconheçam as possibilidades que essas células abrem para a medicina, fazem questão de lembrar que ainda serão necessários muitos anos de estudos e testes até que elas possam ser usadas em tratamentos rotineiros.
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cultura

Matéria minha publicada na revista Brasil Canadá.
Intercâmbio literário
Mercados consumidores e oportunidades
em diferentes setores impulsionam a parceria
entre Brasil e Canadá na área editorial,
com destaque para as obras de ficção,
não-ficção e infanto-juvenil
Evanildo da Silveira

Istockphoto
Eles são poucos, mas leem muito. Distribuí­dos em um extenso território de 9,9 milhões de quilômetros quadrados os cerca de 33,5 milhões de habitantes canadenses se destacam pelo alto índice de alfabetização e de leitura - 97% sabem ler e 90% leem pelo menos um livro por mês. Apesar de a realidade brasileira ter números bem menos expressivos – a média nacional é de dois livros por pessoa/ano –, o mercado editorial do país é um dos maiores do mundo, graças à sua população de 190 milhões de habitantes e uma movimentação anual de aproximadamente R$ 2,5 bilhões. Em decorrência desses cenários, tanto o Brasil como o Canadá são considerados países estratégicos para muitas editoras, que visualizam oportunidades em diferentes setores. Para as empresas nacionais, o mercado editorial canadense tem uma série de atrativos. “Os índices de leitura são muito altos”, explica a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Rosely Boschini. De acordo com ela, o Brasil tem grandes chances de atuar no país, já que a produção literária nacional é bem vista em terras canadenses. “Sabemos, por exemplo, que o Canadá vendeu para companhias nacionais, no período de 1997 a 2009, R$ 11,7 milhões em direitos autorais e livros impressos”, diz a presidente da CBL, com base em informações fornecidas por integrantes da comissão de empresários canadenses, que estiveram no Brasil em fevereiro desse ano. Leia mais...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tecnologia - Engenharia Elétrica

Matéria minha para revista Pesquisa Fapesp, edição 174 - Agosto 2010.
Sem desperdício
Nova metodologia e software melhoram

o controle das perdas de energia do setor elétrico
Evanildo da Silveira
© Bel Falleiros
Todos os anos, entre as hidrelétricas e o consumidor final, nada menos de 18% – ou 80 mil Gigawatts-hora (GWh) – da energia elétrica produzida no país se perde no emaranhado de fios, transformadores, ramais de ligações e medidores que compõem as redes de transmissão. São R$ 20 bilhões de prejuízo para as empresas do setor. Com o objetivo de descobrir os ralos por onde essa energia se esvai, o professor Antonio Padilha Feltrin, do Departamento de Engenharia Elétrica do campus de Ilha Solteira da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no interior paulista, desenvolveu, com apoio da FAPESP, um sistema que analisa as perdas elétricas. A ideia era obter medidas de maneira relativamente rápida, realizar um acompanhamento e propor um plano de ação para diminuí-las. Os resultados, porém, superaram essa expectativa. O estudo deu origem também a uma metodologia e a um software para ajudar as companhias de distribuição a calcular e entender melhor como e onde ocorrem as principais perdas. Segundo Padilha, essa preocupação é relativamente antiga na engenharia elétrica. “Mas agora, com a separação no Brasil das atividades do setor elétrico em empresas de geração, de transmissão e de distribuição, o problema ganhou destaque e começamos a investigar”, explica. “Quando observamos que as perdas nas distribuidoras, que levam energia ao consumidor final, são muito maiores que nos outros segmentos e que variam muito de uma empresa para outra, despertamos para a necessidade de desenvolvimento de novas formas de calculá-las.” Leia mais...