quinta-feira, 1 de julho de 2010

Engenharia da Computação

Matéria minha publicada na edição impressa 172, de junho de 2010, da revista Pesquisa Fapesp.
Código vegetal
Um sistema para identificação
automática de frutas e legumes
Evanildo da Silveira

© montagem sobre fotos de eduardo cesar
O tempo gasto pelo caixa de um supermercado de Campinas para localizar numa lista impressa os códigos referentes a frutas e legumes chamou a atenção do professor de ciên­cia da computação Anderson de Rezende Rocha, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Enquanto os produtos com códigos de barra em suas embalagens eram registrados rapidamente, a identificação daqueles vegetais atravancava o andamento da fila. Surgiu ali a ideia de desenvolver um sistema capaz de distinguir esse tipo de produto vendido a granel, difícil de ser identificado pelo leitor eletrônico do caixa porque não possui um código.
A solução encontrada por Rocha em conjunto com os pesquisadores Daniel Hauagge, Jacques Wainer e Siome Goldenstein, também do Instituto de Computação da Unicamp, foi desenvolver um sistema, com uma câmera instalada sobre a balança do caixa, para analisar imagens do produto a ser classificado. A invenção leva em consideração diversos tipos de informação, como, por exemplo, cor, forma, textura, silhueta, aparência de frutas e legumes, e combina-os de maneira a criar um discriminador poderoso para cada um desses produtos. O software desenvolvido por eles é capaz de diferenciar os vários vegetais a partir da combinação de características de cada um. Leia mais...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Especial Alumínio

Matéria minha publicada no jornal Valor Econômico em 18/05/10.
Mercado Percentual de embalagens usadas para bebidas não tradicionais mais que dobra em 12 anos
‘Latinhas’ e ‘latões’
elevam participação
Evanildo da Silveira
Para o Valor , de São Paulo

Renault Castro - Foto: RUY BARON/VALOR
Com um mercado que cresceu 11,7% em 2009, as empresas fabricantes de latas de alumínio para bebidas instaladas no Brasil planejam grandes investimentos em 2010, para atender à crescente demanda. Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), Renault Castro, no total, o setor investirá cerca de R$ 700 milhões na instalação de novas fábricas e na ampliação de algumas já existentes. Com isso, a capacidade de produção passará de 16,8 para 24,1 bilhões de latinhas por ano até o primeiro trimestre de 2011. Nos investimentos também estão incluídos os gastos no desenvolvimento de novas tecnologias e formatos de latas. Leia mais...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Engenharia Elétrica

Outra matéria minha publicada na edição impressa 171, de maio de 2010, da revista Pesquisa Fapesp.
Plástico de luz
Polímeros luminescentes são cotados
para substituir telas de LCD
Evanildo da Silveira
© eduardo cesar
Uma das mais conhecidas propriedades dos polímeros – materiais que englobam os plásticos em geral – é a capacidade de isolamento elétrico, o que os torna amplamente usados para encapar fios, evitando choques e curtos-circuitos. Em meados dos anos 1970, uma descoberta feita por pesquisadores japoneses e norte-americanos veio mostrar que isso não vale para todos os tipos desses materiais. Alguns têm a habilidade de conduzir eletricidade e são cotados para substituir com vantagens as telas de TV e computadores em LCD ou plasma, além de poderem ser usados em transistores e células solares e outros dispositivos eletrônicos. Esses novos polímeros condutores de eletricidade fazem parte de uma linha de pesquisa de vários grupos no mundo, inclusive no Brasil com pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Liderados pelo professor Adnei Melges de Andrade, do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP, eles integram o Grupo de Eletrônica Molecular (GEM).
Os pesquisadores trabalham principalmente com o Polymer Organic Light-Emitting (Pled) e o Organic Light-Emitting Diode (Oled), dois tipos de diodos emissores de luz (LED na sigla em inglês) diferentes dos comercializados hoje – produzidos com material semicondutor inorgânico – por serem orgânicos, porque compostos basicamente com moléculas de carbono. O grupo trabalha também no desenvolvimento de outros dispositivos, como transistores de filme fino, células solares orgânicas e sensores. Leia mais...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Nanotecnologia

Matéria minha publicada na edição impressa 171, de maio de 2010, da revista Pesquisa Fapesp.
Eletricidade do aperto
Pesquisadores desenvolvem material
que gera energia elétrica quando pressionado
Evanildo da Silveira
© eduardo cesar
Os irmãos Pierre e Jacques Currie, físicos franceses, descobriram em 1880 a propriedade que alguns materiais minerais têm de gerar corrente elétrica quando deformados por uma pressão mecânica, fenômeno que ganhou o nome de piezoeletricidade. Essa descoberta originou várias aplicações comerciais, desde o luminoso da sola de tênis infantil até aplicações em equipamentos de ultrassonografia e de litotripsia, procedimento médico para quebrar pedras de rins ou vesícula. Mas em tempos de preocupações ambientais e energéticas um uso baseado na piezoeletricidade ganha corpo entre pesquisadores: o de produzir energia elétrica por meio de uma fonte inesgotável que não polui. É o que vêm fazendo, por exemplo, dois professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O físico Walter Katsumi Sakamoto, do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira (Feis), e a química Maria Aparecida Zaghete Bertochi, do Departamento de Bioquímica e Tecnologia Química, do Instituto de Química (IQ) do campus de Araraquara, com apoio financeiro da FAPESP, estão trabalhando na criação de um material capaz de aproveitar a força mecânica gerada pelo tráfego de veículos em uma rua, por exemplo, para obter eletricidade. Trata-se de um filme, chamado tecnicamente de compósito, feito da mistura de um polímero com partículas nanométricas – medidas equivalentes a um milhão de vezes menores que um milímetro – de cerâmica, que pode ser colocado sob o asfalto e, ao sofrer uma pressão, se deforma gerando corrente elétrica. Leia mais...

sábado, 8 de maio de 2010

Anfíbios

Matéria minha publicada na mais recente edição da revista Planeta.
Os mestres da adaptação
podem desaparecer
Nada menos do que 30% da mais recente lista
de espécies ameaçadas na Terra é composta por anfíbios
Por Evanildo da Silveira
Foto: Shutterstock
Eles são campeões na capacidade de adaptação, mas mesmo assim estão em perigo. Os anfíbios apareceram na Terra antes dos dinossauros, há 360 milhões de anos, sobreviveram a eles, viveram sob climas diferentes, superaram catástrofes naturais e continuaram a se multiplicar enquanto outros ramos da vida se extinguiam. Mas, agora, parece que estão perdendo a luta pela permanência no planeta. Populações e espécies desse grupo de animais vêm escasseando, estão sob ameaça de extinção ou até mesmo ndesapareceram. Segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), divulgados em novembro do ano passado, os anfíbios são a classe de vertebrados mais ameaçada de extinção.
Os números constam da Lista Vermelha da IUCN, considerada a avaliação mais conceituada e séria sobre o estado dos organismos que vivem na Terra. Das 47.600 espécies que fazem parte da lista, cerca de 18 mil correm sério risco de extinção, e dessas nada menos do que 30% correspondem a anfíbios. Das 6.200 espécies desse grupo relacionadas na Lista Vermelha, por volta de 1.900 estão em perigo de extinção – 33 das quais no Brasil. “No mundo, 37 já foram extintas e duas não vivem mais na natureza, sendo representadas por apenas alguns indivíduos em cativeiro”, mconta a bióloga Vanessa Verdade, da Universidade de São Paulo (USP). “No nosso país, a única espécie considerada extinta é a Phrynomedusa fimbriata (perereca-verde).” Leia mais...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Energia Solar

Matéria minha publicada na revista Problemas Brasileiros, edição 398, de março/abril de 2010.

Uma fonte limpa e inesgotável
Cresce no mundo o aproveitamento
energético da radiação solar
EVANILDO DA SILVEIRA
Cepel/Divulgação

Todos os dias o Sol envia à Terra 10 mil vezes mais energia do que a humanidade consome. Só no Brasil, chega o equivalente a 145 mil usinas de Itaipu. É uma enorme reserva, mas ainda pouco aproveitada em todo o mundo. Considerando todo o planeta, a potência instalada dos painéis fotovoltaicos – que transformam a radiação solar em eletricidade –, segundo dados de 2008, é de 13,4 mil megawatts (MW). Quase nada se comparada à das usinas hidrelétricas. Só a de Itaipu, por exemplo, tem potência maior – 14 mil MW. No Brasil, o aproveitamento é ainda menor. O país não produz células solares, e o total instalado mal chega aos 15 MW. A situação, porém, começa a mudar. Em termos mundiais, o uso da energia solar vem crescendo a um ritmo de 70% a 80% ao ano – uma Itaipu a cada dois anos.
E o melhor é que se trata de uma fonte literalmente inesgotável – pelo menos pelos próximos 5 bilhões de anos, tempo durante o qual se prevê que o Sol ainda brilhará. Enquanto esse dia não chega, ele pode ser comparado a uma gigantesca central nuclear – dentro da qual caberiam mais de 1 milhão de Terras –, que transforma hidrogênio em hélio, liberando uma quantidade colossal de energia, em forma de radiação eletromagnética. Só um bilionésimo dela chega a nosso planeta, oito minutos depois de ser liberada da estrela. É o suficiente, entretanto, para manter a vida na Terra. Leia mais...

sábado, 17 de abril de 2010

Engenharia eletrônica

Mais uma matéria minha publicada na revista Pesquisa Fapesp.
A luz que fala
Aparelho destinado a deficientes visuais identifica e

comunica nomes de cores e dinheiro
Evanildo da Silveira
Edição Impressa 169 - Março 2010
© miguel boyayan
Um pequeno aparelho com 12 centímetros (cm) de comprimento por 6,5 cm de largura e 5 cm de altura, pesando não mais do que 100 gramas, poderá ser uma alternativa para melhorar a qualidade de vida dos cerca de 5 milhões de brasileiros com deficiências visuais mais complicadas como a cegueira. Trata-se de um identificador de cores e notas de dinheiro, capaz de emitir o nome de 40 tonalidades diferentes por meio de gravações e de cédulas de real em circulação. Batizado de Auire, que significa algo como “oi” ou “olá” na língua dos índios javaés, que vivem no estado de Tocantins, o equipamento foi desenvolvido pelos jovens engenheiros de computação Fernando de Oliveira Gil e Nathalia Sautchuk Patrício, alunos de mestrado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). O projeto deles é finalista da competição internacional Unreasonable Finalists Marketplace, organizada pelo Instituto Unreasonable para premiar projetos sociais de grande impacto em todo o mundo. Essa instituição é liderada por quatro jovens empresários, ex-alunos da Universidade do Colorado, na cidade de Boulder, nos Estados Unidos, que trabalham com empreendedorismo social em projetos que possam receber apoio de capital de risco, ser sustentáveis e ter boas perspectivas de mercado. Leia mais...